Gleiva pede Processo Administrativo para apurar responsabilidades de engenheiro e servidor na compra dos tapumes da obra da Câmara

Publicado em: 07 de maio de 2019

 
Os andamentos das obras de construção da sede própria da Câmara Municipal foi tema de debates na noite de ontem durante a sessão ordinária. Na oportunidade, o engenheiro Eurípedes Balsanufo de Sousa Melo utilizou a Tribuna Livre para falar sobre a rescisão de seu contrato como engenheiro para execução da obra, sendo sucedido posteriormente pela advogada Priscila Viana, consultora jurídica do Legislativo, que apontou os motivos que levaram à quebra do contrato.
 
Um dos pontos de maior discussão foi a instalação dos tapumes que hoje existem no terreno onde será realizada a obra. Por um lado, o engenheiro Eurípedes afirma que houve mudança nas especificações técnicas que ele havia repassado para a Câmara para compra dos madeirites, afirmando que foi comprado um modelo inferior ao que ele solicitou, dizendo que então não teria responsabilidade alguma quanto aquela situação. Para o engenheiro a responsabilidade seria do servidor nomeado como fiscal do contrato.
 
No entanto, documentos apresentados pela vereadora Gleiva Ferreira de Melo ainda durante a reunião mostraram que o Termo de Referência utilizado para a compra do material foi exatamente o mesmo solicitado pelo engenheiro e que, conforme o contrato firmado com a empresa vencedora, o fiscal do contrato seria o ex-diretor geral da Câmara, Paulo de Paiva Sales. A vereadora ainda lembrou que no momento da instalação dos tapumes, o engenheiro assinava como Responsável Técnico pela obra e que, dessa forma, ele também teria a responsabilidade de fiscalizar o material instalado, já que recebia por essa função.
 
“Eu quero pedir ao presidente que se abra processo administrativo para apurar essas responsabilidades. É muito estranho, porque isso aqui não foi forjado, está no Portal da Transparência o que deveria ser feito. E, pelo que o engenheiro disse, não foi compro o madeirite solicitado ou similar. Por que se comprou outro tipo de material? Essa Mesa Diretora é séria e quero que os culpados que assinaram e autorizaram esse serviço sejam responsabilizados”, afirmou.
 
A vereadora encaminhou a solicitação de processo administrativo de forma oral ao presidente da Câmara, Pedro do Nascimento, e afirmou que espera que os trâmites necessários sejam adotados para verificar todas as responsabilidades sobre o caso.


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