Vereador Edivalder contesta limitações financeiras da administração

O vereador Edivalder Fernandes da Silva contestou algumas informações sobre os valores arrecadados pelo município e da má situação econômica que impediu o pagamento de 3,64% do reajuste aos professores

Publicado em: 26 de outubro de 2017

O vereador Edivalder Fernandes da Silva manifestou-se na parte final da sessão do dia 23, quando contestou algumas informações sobre os valores arrecadados pelo município e da má situação econômica que impediu o pagamento de 3,64% do reajuste devido aos professores e que deveria ter sido pago em agosto, conforme acordo entre a Prefeitura e os educadores. Ele criticou comentários que apontavam a prática de politicagem, especialmente com relação à situação dos professores, que não tiveram o seu reajuste concedido na totalidade. Ele afirmou que a administração municipal não está preocupada com o salário dos educadores e nem com a concessão do reajuste de 3,64% que ainda falta, razão pela qual estará defendendo os professores com relação a esta falta de compromisso por parte da administração.

O vereador citou que foi em busca de informações junto ao site Transparência e descobriu que, do Orçamento Municipal para 2017, previsto em cerca de 130 milhões, já se arrecadou mais de noventa milhões até agosto, o que aponta para um superávit, diferente do que está sendo colocado, de que a arrecadação do município está vivendo uma fase crítica. Afirmou que é mentira falar em dificuldades financeiras e que o Fundo de Participação dos Municípios repassou, até agosto de 2016, cerca de 18 milhões e até agosto de 2017 já vieram repasses de mais de 20 milhões, o que indica que não há dificuldade com o FPM. Quanto ao ICMS, apurou que até agosto de 2016, Frutal recebeu aproximadamente 19 milhões e, que, em 2017, esses recursos chegaram a mais de 23 milhões.
Edivalder citou ainda o IPTU, que arrecadou cerca de 418 mil reais de janeiro a agosto de 2016 e que, no mesmo período de 2017, essa arrecadação já soma mais de 800 mil reais.
O vereador evidenciou que não há problema orçamentário e que o setor da educação investiu, até agosto de 2016, cerca de 29 milhões e em 2017 esse valor chega a 24 milhões, quase quatro milhões a menos. No setor de saúde, citou investimentos até agosto do ano passado da ordem de 28 milhões e de 29 milhões em 2017, embora não se note nenhuma melhora e haja queixas com relação ao atendimento à saúde. Concluindo, apontou que teme a possibilidade dos educadores não receberem o salário de dezembro e manifestou que não se convence de que há uma crise generalizada. Para Edivalder, percebe-se apenas o mau emprego das verbas públicas.


Publicado por: Assessoria de Imprensa

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